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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Damas da noite


Durante alguns anos, eu fui vizinho do Ronaldo (nome fictício) que era pernambucano e virou um grande amigo. Ele trabalhava como gerente em uma antiga boate da Rua Augusta. Essa casa noturna oferecia serviço de sauna, bar, pista de dança e serviço de quarto privativo.

O sonho do Ronaldo era retornar para a sua cidade natal e montar uma danceteria. Digamos de passagem, que ele conseguiu realizar esse sonho.

Na boate, Ronaldo conheceu muitas pessoas, algumas famosas por sinal.
Lembro-me do dia que eu fui conhecer a tal boate. Levei um susto ao ver alguns jogadores do Flamengo lá. Naquela semana haveria um jogo entre o Flamengo e o Palmeiras no Palestra Itália.

As "Damas da noite" eram as acompanhantes que frequentavam aquela casa. Todas as mulheres eram lindas, mas extremamente profissionais. Tinham a função de agradar ao público masculino. Dançavam, conversavam e bebiam junto com os clientes. Se algum cliente quisesse uma massagem ou algo a mais, tinha que bancar o serviço extra da Dama, além dos gastos com a casa.

Basicamente, as despesas com a casa era o valor da entrada que dava direito ao uso de um armário, toalha e frequentar a sauna e pista de dança. As bebidas eram cobradas conforme o consumo e o serviço de quarto conforme o tempo de uso. O Ronaldo me aliviava de todas essas despesas que se referia à casa.

Praticamente, eu só gastaria se quisesse sair com alguma acompanhante.
Seria um valor para pagar diretamente para a acompanhante pelo serviço dela.

Devido a essa minha regalia, confesso que abusava, pois frequentei muito aquele ambiente. Fazia a minha sauna, tomava alguma coisa e acreditem se quiser, nunca gastei com serviços extras das acompanhantes daquele lugar.

Depois da sauna, eu ficava com elas e por minha opção nunca rolou nada além das conversas. Conheci a vida de muitas mulheres. Havia inclusive algumas que eram casadas e outras que tinham filhos. A vida não era nada fácil para elas. 

Não era costume eu ficar até o horário da casa fechar, mas teve um dia que o Ronaldo me pediu para ficar. Eu aceitei, mesmo sabendo que a casa encerraria o expediente no final da madrugada.

Ao fechar a boate, três mulheres que frequentavam a casa se aproximaram do Ronaldo e perguntaram se poderiam pernoitar na casa dele, pois o prédio onde elas dividiam o mesmo apartamento estava inviável devido a recente dedetização.

Aqui, vou chamá-las de Raquel, Sandra e Helena (nomes fictícios).
O Ronaldo desculpou-se com a Raquel, explicando que na casa dele, além da sua cama só havia um velho colchonete e que mesmo assim, só daria para acomodar duas pessoas espremidas. Elas ficaram sem saída e decidiram rachar a despesa de um hotel. Por impulso e vendo o desespero das mulheres, sugeri que se duas ficassem na casa do Ronaldo, uma poderia ficar em casa e dormir no sofá.

Elas se animaram e o Ronaldo concordou. Helena veio comigo, enquanto a Raquel e a Sandra seguiram para a casa do Ronaldo.

Helena era uma morena linda, pele clara e olhos cor de mel. Todas as três eram simpáticas, mas confesso que eu achava a Helena mais atraente.

Resolvi ceder a minha cama para ela dormir e eu ficaria no sofá. Não teríamos muita privacidade, pois tanto a cama como o sofá ficavam no quarto. Mas, ela aceitou e me agradeceu. 

Quando existe amizade, a gente ajuda, a gente confia ...

Se gostaram desse conto, mas querem ler algo mais picante, somente nos Grupos de MAOSECRETS.

Adaptação de Marco Okuma para o Blog de MAOSECRETS.
maosecrets@gmail.com 

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